quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

SINALEIROS DA ERICEIRA

"Esta é uma história antiga...o cenário é a Ericeira, uma pequena vila piscatória localizada a 35 quilómetros de Lisboa, que chegou a ser o quarto maior porto do país. Não é por isso de estranhar que a vila fosse habitada maioritariamente por gente do mar.

Recuemos no tempo, às últimas décadas do século XIX, centremo-nos no porto da Ericeira e apresentemos uma das figuras mais carismáticas da vila: o sinaleiro da entrada do porto. Claro que havia mastros com bandeiras de sinalização mas a ajuda do sinaleiro era fundamental e nenhum pescador a dispensava.

Mas o que faziam os sinaleiros? Quando o mar estava bravo eles colocavam-se num local estratégico, o muro das arribas (no cimo da praia dos Pescadores, com mais de 20 metros de altura) e, usando uma "marca" - um barrete, um pano, ou até a própria camisa -, faziam sinais aconselhando o melhor momento, a melhor onda para trazer, em segurança as embarcações para o porto de salvação. Não tinham qualquer tipo de formação específica; apenas a experiência acumulada de muitos anos de mar, de muitas horas a ver o mar.

Francisco Piloto
Postal antigo




Sinaleiros que nunca esquecidos:


O livro "Os Sinaleiros do Mar na Ericeira", de Leandro Miguel dos Santos, é um digno reconhecimento ao trabalho desses homens a quem chama "anjos da guarda". Dos vários sinaleiros descritos na obra, destacamos três. 


Victorino Dias, o "Cachafana", nasceu na Ericeira em 1833. Diz-se que fazia os sinais usando o seu próprio barrete. Era bastante popular e simpático tendo para isso contribuído o facto de ser pregoeiro, isto é, apregoava as novidades pelas ruas da Ericeira; anunciava o começo da lota na praia, promovia a fruta de qualidade de uma qualquer mercearia ou, simplesmente, avisava as pessoas de algum objecto perdido ou achado. Considerado um Jornal Vivo, homenagem póstuma ao pregoeiro. Descrito como: "um jornal de carapuça na cabeça e de jaleca ao ombro.(...)foi sempre muito sóbrio de estilo; dizia concisamente o que tinha a dizer, esticando apenas a mão esquerda no ar e apontando para o alto com o respectivo indicador."

Já Francisco Piloto, a 5 de Outubro de 1910, numa tarde com mar muito agitado, ajudou os arrais das barcas Bonfim e Navegador a transportarem a Família Real e seu séquito até ao iate D. Amélia, de partida para o exílio. Francisco Piloto mandava avançar os barcos assobiando e gesticulando com os braços. Além de sinaleiro, foi também banheiro na praia do Sul. Ensinou muita gente a nadar e salvou muitos. Francisco Piloto foi condecorado pelos seus serviços humanitários e exibia frequentemente a medalha.


Por fim, José Santos Reis, conhecido como "Zé Lebre", foi o sinaleiro que se manteve mais tempo em actividade: 31 anos!


Victorino  Dias
Postal antigo


Os tempos estão muito diferentes; o último sinaleiro, Francisco Antunes Serrão "Fução", deixou de fazer sinais em meados dos anos 90. Actualmente, já quase não há pescadores na Ericeira e os barcos têm sistemas de navegação que dispensam qualquer sinaleiro."


Fonte; texto: Frederico Gonçalves - Revista Itinerante, nº 2/Março 2010








sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FARÓIS EM SELOS

No dia 12 de Junho de 1987 foi emitida pelos CTT - Correios de Portugal uma colecção de selos com um valor de emissão de 25 escudos.
As litografias em policromo são da autoria de Maluda. 
Terminaram a sua circulação em 31 de Dezembro de 1992.


Os Faróis escolhidos para esta colecção foram: 
Farol de Aveiro
= Farol da Ilha da Berlenga
= Farol do Cabo Mondego
= Farol do Cabo de São Vicente




Farol de Aveiro


Farol da Ilha da Berlenga


Farol do Cabo Mondego


Farol do Cabo de São Vicente


Em 19 de Junho de 2008, surgiu uma outra edição. Desta feita uma colecção de 10 selos, no valor de emissão de 0,30€.
Design: Helder/Atelier Acácio Santos
Papel: 110gr/m²
Picotagem: 13x ; Cruz de Cristo
Formato: 40x30,6 mm
Impressão: offset
Impressor: Cartor


Para esta colecção foram escolhidos os Faróis de:
= Farol de Esposende
= Farol do Cabo Espichel
= Farol de Leça
= Farol do Penedo da Saudade
= Farol de Santa Marta
= Farol de Montedor
= Farol do Cabo da Roca
= Farol do Cabo sardão
= Farol do Cabo de São Vicente
= Farol do Bugio








A par desta colecção foram também adicionados dois selos cujo valor é de 0,61€:
Farol do Arnel - Açores
Farol Ponta do Pargo - Madeira

Design: Helder/Atelier Acácio Santos
Papel: 110gr/m²
Picotagem: 13x ; Cruz de Cristo
Formato: 40x30,6 mm
Impressão: offset
Impressor: Cartor


Farol do Arnel - Açores

Farol da Ponta do Pargo - Madeira











quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

FAROL DA GUIA - Guia, Macau

Localização - Fortaleza de Nossa Senhora da Guia, Guia, Macau (China)
Gestão - Macau SAR Marine Administration
Função - costeiro
Posição - latitude 21º 11`N
             longitude 113º 55`L
Ano de estabelecimento - 1865
Estrutura - torre cilíndrica branca, com cúpula e lanterna vermelha
Altura da torre - 14 m
Altitude - 108 m
Alcance luminoso - 16 milhas
Luz - branca
Característica - FI (2) W 10s
Automatizado - ...
Sinal sonoro de nevoeiro - não
Nº nacional - F-3416


Possui aviso de Tufão.


Farol da Guia - Guia, Macau
Fotografia: postal

Farol da Guia - Guia, Macau
Fotografia: Raymond Skip Empey

Farol da Guia - Guia, Macau
Fotografia: Raymond Skip Empey


Farol da Guia - Guia, Macau
Fotografia: Raymond Skip Empey




Agradecimento: Raymond Shik Empey





quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

NEVOEIRO E SINAIS DE NEVOEIRO

NEVOEIRO -  Vapor de água no estado de condensação em massas mais ou menos espessas, formada junto ao solo, e que dificulta a visibilidade.


SINAIS DE NEVOEIRO - São sinais produzidos por determinados aparelhos montados em Faróis, como Trompas, Sereias, Diafones, Sinos, etc, e que funcionam em tempo de nevoeiro, para avisar a navegação de que se encontra na proximidade da terra.


SEREIA - aparelho em que o som é produzido pela acção de ar comprimido através de entalhes ou orifícios de um disco ou um cilindro rotativo. Produz sons estridentes e prolongados. Também é usado nos navios, para assinalarem a sua presença.

DIAFONE - dispositivo que produz um som característico por meio de um obturador em movimento alternativo accionado por ar comprimido. As emissões podem consistir em dois tons, de nível sonoro diferente, sendo o segundo tom de nível mais baixo. Se há apenas um tom, a emissão termina numa queda de som súbita.

TROMPA - instrumento instalado em alguns faróis para emitir sinais de nevoeiro. Este dispositivo consiste num tubo com uma secção transversal de dimensões variáveis e que produz um som característico e elevado, embora de fraca potência. Existem dois tipos de Trompa: 
a) a Trompa de Diafragma produz o som por meio de uma membrana que é feita vibrar por ar comprimido, vapor ou electricidade;
b) um Nautofone é uma trompa na qual a vibração da membrana é feita electricamente.

SINO - dispositivo que produz um som característico pela vibração de uma peça metálica oca em forma de cálice, da qual se extraem sons por percussão.

SINAL DE NEVOEIRO EM MORSE - sinal de nevoeiro que transmite um ou mais caracteres do Código Morse.

GONGO - sinal sonoro constituído por uma placa vibratória, normalmente de metal e circular, no qual o som é produzido através da excitação por percussão da referida placa.


Fonte: "Ajudas à Navegação - Lista de Luzes"
          Vol. I - Portugal - 8ª edição - 2008
          Instituto Hidrográfico - Marinha Portuguesa
          Lisboa


ESTAÇÃO METEOROLÓGICA

 METEOROLOGIA é a parte da física que trata dos fenómenos atmosféricos.
Os progressos da meteorologia só começaram a partir da utilização do Barómetro e sobretudo da centralização das observações em diversos pontos do globo. Todos os países estabelecem serviços meteorológicos e transmitem diariamente as observações que permitem fazer a previsão do tempo.

Nos Faróis essas observações são feitas duas vezes por dia e depois transmitidas ao Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica.

Além do já referido Barómetro, são utilizados outros instrumentos, como o Anemómetro e o Termógrafo, entre outros.
Tal como diz o nome:
......grafo = regista em papel
......metro = mede


PLUVIÓMETRO - instrumento que mede a chuva em milímetros por hora.

ANEMÓMETRO - instrumento que serve para medir a velocidade do vento; diz-nos a velocidade do vento.

ANEMÓGRAFO - instrumento que regista a velocidade do vento, em papel.

TERMÓGRAFO - instrumento que mede e regista a temperatura, em papel. Normalmente está junto do Termómetro.

Termógrafo - Farol do Cabo da Roca, Cabo da Roca, Sintra, Lisboa, Portugal
Fotografia: Teresa Reis©


TERMÓMETRO - instrumento que mede a temperatura instantânea; diz-nos a temperatura.

CATAVENTO - indica a direcção do vento; o azimute por onde vemos o vento. Encontra-se junto do Anemómetro.

NEFOSCÓPIO - instrumento destinado a medir a direcção em que correm as nuvens e a velocidade com que o fazem.

BARÓMETRO - instrumento que mede a pressão atmosférica; diz-nos a pressão atmosférica.

HELIOGRAFO - instrumento que mede a intensidade da luz solar, registando esses valores ao longo do tempo, em papel.

HIGROMETRO - instrumento que mede a humidade relativa do ar instantânea; diz-nos a humidade relativa do ar.

HIGROGRAFO - instrumento que mede a humidade relativa do ar, registando-a em papel.


Estes registos são registados pelos Faroleiros em "Cadernetas de Observações", fornecidas pelo Instituto de Meteorologia e Geofísica.

Caderneta de Observações - Farol do Cabo da Roca, Cabo da Roca, Sintra, Lisboa, Portugal
Fotografia: Teresa Reis©






sábado, 4 de dezembro de 2010

FAROLIM DA PRAIA DA RIBEIRA - Praia da Ribeira (ou dos Pescadores), Cascais, Lisboa, Portugal

Localização - Praia da Ribeira, ou Praia dos Pescadores, Cascais, Lisboa, Portugal
Gestão - Direcção de Faróis - Marinha Portuguesa
Função - portuário
Posição - latitude 38º 41,88`N
             longitude 9º 25,12`W
Ano de estabelecimento - ...
Estrutura - coluna com faixas brancas e vermelhas
Altura da estrutura - 4,5 m
Altitude - 7 m
Alcance luminoso - 6 milhas
Luz - vermelha
Característica - Oc R 4s    (Lt. 3s; Ec.1s)
Automatizado - ...
Sinal sonoro de nevoeiro - não
Nº nacional - 198
Nº internacional - D-2121



Farol 1: Faróis de Brinquedo

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